Como escolher uma software house (sem se arrepender em 6 meses)

Comece pelo que você realmente precisa
Antes de comparar agências, escreva o que você está comprando. Não a lista de funcionalidades — o resultado. Um MVP funcionando para mostrar a investidores, a reconstrução de um produto que chegou ao limite e um design system que o seu time vai poder expandir são três projetos muito diferentes.
Quanto mais claro isso estiver, mais fácil é perceber uma agência que está respondendo a uma pergunta diferente da que você fez.
Olhe produtos no ar, não capturas de tela
Um portfólio de telas caprichadas mostra que a agência sabe desenhar. Não mostra que ela sabe entregar. Peça produtos no ar que você consiga abrir e cases que expliquem qual era o problema e o que mudou depois do lançamento.
Se boa parte do trabalho não pode ser mostrada, pergunte por quê. NDA em alguns projetos é normal. NDA em todos é um sinal.
Descubra quem realmente vai fazer o trabalho
As pessoas na reunião comercial nem sempre são as pessoas do seu projeto. Pergunte direto: quem desenha, quem desenvolve e quem vai ser o seu contato no dia a dia? Peça para conhecê-las antes de assinar.
Fique atento à troca clássica: uma equipe sênior faz a apresentação e uma equipe júnior entrega. Isso não é necessariamente ruim, mas você precisa saber desde o início — e não descobrir na terceira semana.
Pergunte como design, desenvolvimento e lançamento se conectam
A maioria dos atrasos acontece nas lacunas — entre o arquivo do designer e o código do desenvolvedor, ou entre o dia do lançamento e quem deveria cuidar do SEO depois.
Pergunte: a mesma equipe desenha e desenvolve? O que acontece quando um design se mostra caro de implementar? Quem cuida do produto depois que ele vai ao ar?
Respostas específicas mostram que a agência já enfrentou esses problemas e tem um jeito de lidar com eles. Respostas vagas mostram que quem vai lidar com eles é você.
Compare propostas, não só preços
Dois orçamentos com o mesmo valor podem descrever projetos completamente diferentes. Compare linha a linha: o que está incluído, o que está explicitamente excluído, quantas rodadas de revisão você tem e o que acontece quando o escopo muda.
Uma proposta vaga sobre exclusões não é mais barata. Ela só empurra o custo para depois, quando você tem menos poder de negociação.
Trate o processo comercial como uma prévia
O jeito como a agência se comporta antes de você pagar é a melhor prévia de como ela vai se comportar depois. Com que rapidez responde? Pergunta sobre os seus usuários e o seu negócio ou só sobre funcionalidades? Discorda quando algo no briefing não faz sentido?
Uma agência que concorda com tudo na primeira conversa costuma continuar concordando — até o prazo escorregar.
Sinais de alerta para ir embora
Um preço fechado informado antes de alguém perguntar sobre o seu projeto
Nenhum escopo por escrito — só um valor total e uma data de entrega
100% do pagamento exigido antes de o trabalho começar
Nenhum acesso ao trabalho em andamento até a entrega final
Pressão para assinar rápido porque um desconto está para vencer
Um checklist de cinco perguntas
Você consegue abrir pelo menos alguns produtos que eles realmente entregaram?
Você sabe quem vai desenhar, construir e gerenciar o seu projeto?
A proposta lista as exclusões e explica como as mudanças de escopo são tratadas?
Os pagamentos estão vinculados a etapas, e não pagos integralmente adiantados?
Você vai ver versões funcionando com regularidade, e não só no fim?
Se a resposta for sim para as cinco, você está comparando opções sérias. A partir daí, afinidade e comunicação decidem o resto.
Sobre o autor
Vladimir Kurilo
Cofundador da Sakura Agency. Lidera produto e negócios.
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